RESERVA AMBIENTAL INCENDIADA NA HUMPATA

RESERVA AMBIENTAL INCENDIADA NA HUMPATA

RESERVA AMBIENTAL INCENDIADA NA HUMPATA

Lubango - Pelo menos 200 hectares da Reserva Ambiental Nativa do município da Humpata, província da Huíla, foram nesta segunda-feira devastados pelo fogo supostamente ateado por populares.

Situada na comuna da Palanca, o fogo estendeu-se pela mata no período noturno e esta manhã a ANGOP constatou o estrago na floresta densa e virgem.
O problema reacendeu nas redes sociais, o debate sobre uma suposta incapacidade de fiscalização e intervenção demonstrada pelos órgãos que respondem pela defesa do Ambiente e Florestas.
Um dos ativistas que mais se bate pela causa do ambiente na província, desde 1980, Valdemar Ribeiro, disse que a reserva sofre há 11 anos de queimadas cíclicas, “sob olhar das autoridades”.
Segundo ele, as espécies animais, então residentes no local, desaparecessem ao longo do tempo, de entre elas bâmbis, coelhos, corujas, águias e pequenos pássaros.
Ao manifestar, esta manhã, o seu desagrado num grupo de interação do qual fazem parte ativistas ambientais, numa rede social, Valdemar Ribeiro disse que para além das queimadas afugentarem os animais, os populares ainda os caçam.
Segundo ele, já recorreram ao tribunal, ao gabinete do Ambiente da Huíla, à Administração da Humpata, bem como ao Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) para denunciar essas agressões, mas nada foi feito até agora.
“A árvore nativa não é adequada para o fabrico de carvão e os populares não entendem isso, para além de queimarem a zona, destruíram o cerco de proteção da reserva. Com essas devastações o solo vai danificando-se e a área aos poucos vai tornar-se desértica”, manifestou.
Contactada pela ANGOP, a diretora do gabinete provincial do Ambiente, Gestão de Resíduos Sólidos e Serviços Comunitários, Maria Amélia Casimiro (há um mês no cargo), disse desconhecer a situação, mas prometeu buscar um histórico do problema, para entender o que realmente se passa.
As queimadas na Huíla são comuns no tempo seco, na sua maior parte afetam zonas como as encostas das serras da Leba e da Chela, assim como polígonos florestais, situação que trouxe ao Lubango, há uma semana, o secretário de Estado para os Recursos Florestais, André Moda, recomendando uma avaliação “profunda” da siuação.

Fonte: Angop

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