Lubango- A reabilitação da Barragem das Neves, no município da Humpata, é uma da solução de médio prazo apontada, esta terça-feira, no Lubango, pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, para a melhoria o fornecimento de água potável a capital da Huíla.
A barragem das Neves construída há mais de 50 anos tem 38 quilómetros de canal, com uma capacidade de sete milhões de metros cúbicos de água.
Atualmente, devido ao assoreamento da albufeira, a potência caiu para cinco milhões e 800 mil metros cúbicos.
Em declarações à imprensa, no final de sua visita de trabalho de algumas horas à província da Huíla, João Baptista Borges informou que far-se-á também o aproveitamento de águas subterrâneas, o represamento superficial d Barragem das Neves e da Tundavala, com fito de reforçar a disponibilidade hídrica.
O ministro detalhou que essa disponibilidade não se refere apenas ao abastecimento à população, mas também para a agricultura, já que a Humpata é potencial nesse quesito.
João Baptista Borges destacou a existência de um conjunto de projetos que a curto prazo devem ser levados a cabo, dado que a Huíla vive inúmeros constrangimentos decorrentes da estiagem.
A Huíla e, particularmente, o Lubango, segundo o governante, têm o abastecimento de água proveniente de furos artesianos e neste momento os aquíferos estão num nível a baixo dos 20 por cento da sua capacidade, com reflexos negativos na distribuição ao consumidor.
“Temos em perspetiva a conclusão de mais dois furos no Lubango, cada um de 15 metros cúbicos, que estão a ser feitos no âmbito de um financiamento do Banco Mundial, para brevemente reforçar a disponibilidade de água, que vão de certa forma certa forma aliviar a pressão, até que cheguem as chuvas e os aquíferos comecem a ser recarregados”, disse o ministro.
Rio Cunene é solução definitiva para crise de água do Lubango
Segundo o ministro, o rio Cunene, a 180 quilómetros do Lubango, é uma solução “onerosa”, mas também está em perspetiva, até porque a população está a crescer e consequentemente a necessidade do consumo.
João Baptista Borges afirmou que o “grande” problema do projeto é a distância entre o Lubango e a Matala, a diferença de altitude, fazendo com que a água seja bombeadas, incluindo custos significativos com a energia.
O governante sustentou ainda que se deve recorrer a uma solução para garantir o abastecimento de água e segurança hídrica ao Lubango.
Atualmente, a produção de água para o Lubango está fixada em 450 metros cúbicos contra os mil e 200 metros cúbicos habituais.
No Lubango existem quatro captações, sendo duas nascentes e igual número mecanizadas que estão a garantir o fornecimento de água à cidade neste momento.
A empresa de Água e Saneamento do Lubango, controla 27 mil clientes, dos quais 22 mil activos.
Fonte: Angop
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