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FOTO: AMÉLIA OLIVEIRA
FOTO: AMÉLIA OLIVEIRA

Lubango - As obras de recuperação de vias rodoviárias da Huíla iniciadas em Fevereiro deste ano e que deviam terminar em Agosto último, no quadro do Plano Nacional de Salvação de Estradas, serão apenas concluídas em Dezembro, atraso justificado pelas limitações impostas pela covid-19.

Trata-se de 319,4 quilómetros em toda província, com particular incidência na Estrada Nacional 280, em direcção ao Cuando Cubango.

Em entrevista hoje, à Angop, no Lubango, o director provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Carlos Kamwenho, disse que até ao momento as obras registam um nível de execução física baixo, na ordem dos 7,5 por cento.

No troço Lubango/Matala (175,8 km), onde a intervenção está na fase de corte do pavimento nas zonas degradas e a respectiva remoção, o grau de execução física corresponde a 4,5 por cento.

Já no percurso Matala/Dongo (município da Jamba, com 77,8 km), a execução física cumpre agora três por cento e no percurso Dongo/Cuvango (65, 8 km), cujos trabalhos ainda não começaram, o empreiteiro alega estar a mobilizar equipamentos e que as dificuldades relativas à circulação, face à covid-19, atrasaram os trabalhos.

Entretanto, Carlos Kamwenho destacou que após a consignação no mês de Fevereiro, as empresas encarregues da obra já receberam 15 por cento do valor, para recuperar troços com uma acentuada degradação.

Os trabalhos circunscrevem-se na reabilitação, conservação, manutenção e a reposição da sinalização de trânsito, requerendo, nalguns troços, um trabalho de profundidade, dado avançado estado de degradação.

A última vez que essa via recebeu obras foi em 2008.

Sem avançar o valor global local do contrato, a Angop sabe que o Executivo aprovou, em 2019, USD 175 milhões para a execução do Plano de Salvação de Estradas, que visa recuperar troços em mau estado de conservação nas 18 províncias do país.

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