Lubango – A província da Huíla registou durante o primeiro semestre deste ano 146 novos casos de lepra, menos nove em relação ao igual período anterior, sendo que 63 foram notificados no município da Humpata, o mais afectado.
Neste período foram registados 11 abandonos do tratamento, todos na Humpata, sendo que não se registou qualquer morte em toda província.
No gráfico, aparece na segunda posição o Lubango com 21 casos, seguindo-se a Matala com 18 e Caluquembe com nove casos.
No período 34 (-05) foram curados. Em declarações hoje, quarta-feira, à ANGOP, o supervisor provincial de promoção da saúde pública e controlo de endemias, Júlio Madaleno, disse que, independentemente, da redução de casos da doença, a situação ainda é preocupante, dado o alto nível de contágio da doença.
Considerou que todos os hospitais provinciais e municipais dispõem de medicamentos para tratamento da lepra, uma vez que esta patologia deixa sempre sequelas.
Solicitou o envolvimento de igrejas e autoridades tradicionais para notificarem as unidades sanitárias rapidamente, mal tenham contacto de casos suspeitos na comunidade, para o tratamento e acompanhamento imediato dos doentes, com vista a evitar contágios.
A lepra é uma infecção crónica causada pela bactéria denominada Mycobacterium leprae ou Mycobacterium lepromatosis.
Resulta em danos principalmente em nervos periféricos (nervos localizados no exterior do cérebro e da medula espinhal) na pele, nos testículos, nos olhos e nas membranas mucosas do nariz e da garganta.
Fonte: Angop
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