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HUÍLA: Posto de controle Quilengues
HUÍLA: Posto de controle Quilengues

Lubango - A Polícia Nacional na Huíla reforçou, esta semana, a fiscalização em viaturas nos postos de controlo de Quilengues e Gambos, assim como projecta expandir o mesmo procedimento nas vias que ligam à província do Huambo, para impedir as pessoas que violem a cerca sanitária de Luanda e Cazengo, província do Cuanza Norte

A Huíla conta já com dois casos positivos da Covid-19, sendo um identificado na quinta-feira (13) e outro nesta terça-feira, um menor de sete anos, contacto do primeiro importado de Luanda, o que levanta questionamentos de como alguns conseguiram alcançar o Lubango.

Em entrevista hoje, à Angop, no Lubango, o comandante provincial, comissário Divaldo Martins, para responder as indagações, explicou que embora haja uma cerca sanitária de Luanda, existem, nos termos da lei, excepções que permitem a saída de algumas pessoas autorizadas, como comerciantes e camionistas.

Admitiu que entre elas, há aquelas que conseguem furar a cerca de Luanda e chegam à Huíla, mas nos postos de fronteira, caso não apresentem certificados de testagem à Covid-19, o procedimento é feito e se resultar em reactivo, são encaminhados à quarenta institucional e foi assim que se identificou o primeiro caso, de dois que a província tem.

“Nós podemos afirmar que a Huíla é um bom exemplo, pois apesar do fim do Estado de Emergência, mantivemos os postos de controlo, onde todas as pessoas são identificadas, registadas e rastreadas pela vigilância sanitária. Caso contrário, pelo fluxo de pessoas nas estradas, provavelmente a situação seria bem pior”, ressaltou.

Admitiu também a possibilidade de haver pessoas de Luanda que estão a utilizar as entradas de outras províncias como por exemplo do Huambo, para chegar à Huíla, por isso, projectou-se o começo de testes nessa rota.

Disse que há outras estratégias para determinar a proveniência de um indivíduo, que passa pela confrontação dos dados do Bilhete de Identidade, o livrete e a matrícula da viatura, que confere indicadores que ajudam a analisar melhor caso a caso.

Divaldo Martins precisou que a província regista uma média de entrada de 400 viaturas por dia, quer por razões comerciais quer por razões de saúde e jurídicas, sendo que são detectadas perto de cinco casos de violações da cerca sanitária de Luanda e Cuanza Norte.


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