O presidente do conselho executivo da AGTSA, Carlos Bumba, disse hoje, segunda-feira, que os estímulos passam por o Estado subvencionar passagens, para visitas a determinados locais históricos do país.
Outra medida, apontou, passa por visitas gratuitas ou expedições aos museus, para que o indivíduo aprecie a sua própria cultura e afaste-se aos poucos da alienação cultural imposta por outros países.
“Infelizmente, ainda existem muitos angolanos que têm mais orgulho em ir ao país alheio, vestir-se da cultura dos outros, em detrimento do que é seu, por falta de identidade cultural e, com isso, não haverá simpatia do turista estrangeiro em visitar Angola, se o nacional não for o primeiro”, lamentou.
Destacou que o excesso de paragens, nos postos de controlo de acesso às cidades do país, também afugenta os turistas, sendo, por isso, uma medida que deve ser revista, para aumentar o fluxo de visitantes.
Realçou ainda que a falta de produção local e de escoamento da produção do campo para a cidade encarece alguns produtos e serviços nos hotéis, obrigando o nacional a pensar que é mais barato fazer turismo fora do país.
Carlos Bumba defendeu a melhoria dos acessos às cidades e locais, o saneamento básico, a criação da sinalética turística ao longo das estradas, entre outras medidas, para tornar mais atractivo o sector.
Afirmou que nesta fase da pandemia da Covid-19 o número de turistas varia, nos fins-de-semana prolongados, de 70 para 100 por cento de ocupação, nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla, Namibe, Malanje e Cuanza Sul, enquanto em dias normais a percentagem, às vezes, não chega aos 10 por cento.
Disse tratar-se de turistas locais, principalmente expatriados residentes em Angola, e alguns nacionais, com cultura de frequentar locais turísticos.
Fonte:Angop