AGRICULTORES LAMENTAM ATRASO NA CEDÊNCIA DO CRÉDITO DE CAMPANHA

AGRICULTORES LAMENTAM ATRASO NA CEDÊNCIA DO CRÉDITO DE CAMPANHA

AGRICULTORES LAMENTAM ATRASO NA CEDÊNCIA DO CRÉDITO DE CAMPANHA

Lubango – Os pequenos e médios agricultores dos municípios do Lubango, Humpata e Chibia, província da Huíla, manifestaram-se hoje, segunda-feira, preocupados com a morosidade que se verifica na disponibilização do financiamento do Crédito de Campanha.

Num encontro que abordou o estado da agricultura, promovido pelo grupo empresarial Socolil, em parceria com o gabinete da agricultura, pecuária e pescas da Huíla, no âmbito das 119 anos das festas da Nossa Senhora do Monte, os produtores disseram que esse atraso está a provocar constrangimentos na organização da campanha.


O director comercial do grupo Jardins da Yoba, João Saraiva, que actua nos municípios da Humpata e Chibia, disse que o atraso do Crédito de Campanha estar criar constrangimentos na aquisição de instrumentos de trabalho, produtos fitossanitários, sementes, equipamentos de rega e meios de transporte.


Para ele, além de promover ganhos consideráveis de produtividade, a agricultura irrigada é uma importante ferramenta de redução dos riscos climáticos, que podem comprometer seriamente os investimentos dos produtores rurais, daí a necessidade de merecer a atenção das entidades financiadoras.


Já o agricultor Yudo Borges sublinhou que com as facilidades de financiamento, poder-se-á fortalecer a agricultura irrigada na região, utilizando os instrumentos previstos na Política Nacional de Irrigação e ampliar a oferta de alimentos e de empregos rurais.


O empresário agrícola considera ser a partir de uma linha de crédito que os pequenos e médios produtores teriam oportunidade de acesso facilitado, tanto a recursos para implantação ou expansão dos projetos de irrigação e drenagem, como de assistência técnica necessária para que seus projetos sejam economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis.


Por sua vez, o director do gabinete provincial da agricultura, pecuária e pescas, José Arão, afirmou que o sector tem estado a pressionar a banca para a disponibilização, em tempo útil, do crédito aos pequenos e médios produtores.


No seu entender, o empréstimo tem sido vital para aumentar a produtividade e reduzir os riscos climáticos inerentes à actividade, principalmente nas regiões sujeitas a baixa ou irregular distribuição de chuvas.


Dados do gabinete provincial da agricultura e pescas indicam que estão registadas mais de 800 associações e cooperativas, que congregam à volta de 400 mil camponeses.


Em 2020, a União Europeia (UE) disponibilizou 38 milhões de dólares norte-americanos, para potenciar a agricultura familiar no âmbito da campanha agrícola (2020-2021) nas províncias da Huíla e Cuanza Sul, no âmbito da implementação do Projeto da Agricultura Familiar e Comercialização (SAMAP).


O projeto financiado através do Fundo Internacional para o Desenvolvimento (FIDA), abrangeu 30 mil famílias camponesas, cinco mil das quais, do Cuanza Sul e 25 mil da Huíla, que receberam insumos agrícolas, sementes de milho, feijão, massango e massambala, instrumento de trabalho e pequenos equipamentos.


Fonte: angop 


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