Está construída no interior da Estação Experimental Agrícola, sustentada por uma base de pilares de betão e madeira: um material raro para edificações na província (nos anos de 1912 á 1915).
A casa segue um modelo tipicamente inglês, sendo considerada a primeira estrutura do género na Huíla. A construção revela preocupações práticas com o terreno e o clima, ao mesmo tempo que espelha influências europeias adaptadas ao contexto africano.
O edifício está intimamente ligado à figura do José Norton de Matos, uma das personalidades mais influentes do período colonial português durante a Primeira República. Governador-geral de Angola entre 1912 e 1915 e, mais tarde, alto-comissário. Norton de Matos, foi responsável por um vasto programa de obras públicas, incluindo estradas, caminhos-de-ferro e infraestruturas de comunicação.
O general Norton de Matos foi também um dos mais importantes estrategas do colonialismo português durante a Primeira República.
Conseguiu uma autonomia nunca vista para a administração de Angola. Defendia um regime racial do tipo apartheid e silenciou as primeiras vozes protonacionalistas da colónia.
Entre o finais de 2025 e começos de 2026 o local ardeu em chamas, mas a sua existência permanecerá sempre como um dos mais curiosos testemunhos da presença colonial portuguesa no interior de Angola.
O espaço envolvente em que foi construído, rico em paisagens naturais e propício a actividades académicas e recreativas, reforça o potencial da área como ponto de interesse cultural.