Lubango – A taxa de ocupação de quartos em hotéis do Lubango, capital da Huíla, nos dois últimos fins-de-semana prolongados, atingiu a média de 96 por cento, a mais alta em quase três anos.
As estatísticas são do gabinete da cultura, turismo, juventude e desportos, a que a ANGOP teve acesso hoje, no Lubango.
A última vez que os números chegaram próximo disso foi em Agosto de 2019, nas Festas da Senhora do Monte, por ocasião do leilão do gado e da gala de eleição da Miss-Huíla, com 94 por cento de ocupação.
Segundo o director do referido gabinete, Osvaldo Lunda, das unidades que forneceram os dados, a menos procurada teve uma ocupação de 72 por cento, enquanto a mais solicitada observou um preenchimento de 96,5.
Em função da procura, sobretudo de turistas nacionais, segundo a fonte, algumas unidades recorreram a contratação temporária de funcionários, o que é "bom para a economia das famílias e do país".
Luanda é a província de origem de 85 por cento dos turistas que visitaram à Huíla nesses períodos, a seguir estão o Cunene, Namibe e Huambo a repartir a restante percentagem.
A pandemia que chegou a Angola em Março de 2020 afetou o funcionamento do sector, forçando a despedimentos em alguns casos e noutras situações reinvenções na actividade para manter empregos.
Dados do gabinete do Turismo indicam que algumas unidades chegaram a ter uma taxa de ocupação de três a quatro por cento no período mais crítico, mas agora está sempre acima dos 50.
A província da Huíla tem mil e 74 unidades hoteleiras e similares, das quais 13 são hotéis, 17 pensões, 14 complexos turísticos, um conjunto turístico, 86 hospedarias e 920 restaurantes e semelhantes. Tem ainda 111 monumentos e sítios classificados e 23 agências de viagens.
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