Lubango – O nível de desmatação na encosta da Serra da Leba, para o fabrico de carvão, tomou proporções alarmantes, com a população a devastar os recursos florestais nativos, o que pode agravar os deslizamentos de terra na montanha.
Para além do fabrico de carvão, os populares estão a desmatar a montanha para a prática agrícola, o que em época de chuvas pode propiciar a queda de pedras na estrada e interromper o trânsito, como sucedeu em anos anteriores.
A denúncia foi feita , terça-feira, à imprensa, no Lubango, pelo secretário de Estado para os recursos florestais, André de Jesus Moda, que defendeu a necessidade de uma intervenção “urgente” para contrapor essa prática ilícita que pode provocar uma crise ambiental na região.
Para ele, as árvores contribuem para o equilíbrio térmico, reduzindo os extremos de temperatura e mantém a oxigenação do meio aquático, pelo que o comportamento da população vai prejudicar a todos.
Revelou que dos estudos feitos em 2021 na área, sobre a desflorestação, indicam que a maior parte dos protagonistas dessa agressão ao ambiente é nómada das províncias da Huíla e do Namibe.
Apelou, por isso, o engajamento das autoridades na sensibilização dessas comunidades para inverter o quadro, tendo anunciado que essas pessoas serão inseridas num programa de fomento da apicultura, um investimento que está em estudo para inibir o corte de árvores.
Fez saber que o fenómeno da seca, muitas vezes surpreende as pessoas e o trabalho que o governo desenvolve, tem a ver com certas variáveis pouco controláveis pela população, que danifica de forma desenfreada a flora.
Fonte: angop