Lubango - O Instituto Superior Politécnico da Huíla (ISPH) lançou hoje, sábado, no Lubango, a segunda fase do projecto integrado de digitalização do património histórico e cultural de Angola.
Trata-se de um projecto denominado “e-Otyioto”, com finalidade de resgatar, preservar e divulgar a identidade da cultura angolana.
O projecto, cujo financiamento surge de uma cooperação entre Angola e África do Sul, está avaliado em três milhões de dólares, cuja primeira fase teve início em 2013, envolveu a criação de oficinas com computadores e formação de formadores, abrangendo 229 pessoas, digitalmente alfabetizadas nas comunidades rurais.
Para a primeira fase, foram disponibilizados 72 mil dólares, cujos alfabetizados são residentes nos municípios do Lubango (bairros Comercial e Tchavola), Caluquembe (sede e Negola) e Gambos (Capangombe), bem como Ondjiva (Mupa) e Chiulo (Mucope e Manquepe), na província do Cunene, onde a acção também se estende.
Na segunda fase, em que já foram disponibilizados quatro milhões de kwanzas, vai enquadrar os alfabetizados na primeira etapa, para fazerem parte do processo de recolha e digitalização do património cultural e inserí-lo no “e-Otyioto”, o portal electrónico que vai disponibilizar os conteúdos.
Para além dos formandos, o ISPH está a trabalhar com um grupo de design composto por 12 pessoas e outro de informática com dez integrantes, para além de 40 pessoas que funcionam como o apoio do projecto.
Em declarações à Angop, o decano do ISPH, Alberto Raimundo Wapota, afirmou que vão começar com um inquérito sobre a inclusão digital, desde acesso a informação e a problemática da globalização da entidade cultural, no sudoeste de Angola, com o objectivo de aferir se a comunidade rural tem noção de informática, acesso à internet e confrontar o nível de saber da juventude sobre a cultura local.