Cuvango - Pelo menos 605 mil e 304 hectares estão preparados para as três fases da Campanha Agrícola 2020/2021, nos 14 municípios da província da Huíla, mais 184 mil e 961 hectares, em relação à campanha anterior, um processo que envolve 314 mil e 604 famílias.
Prevê-se colher 508 mil e 157 toneladas de produtos diversos, contra as 318 mil e 925 da anterior campanha (189 mil e 232), das quais 417 mil e 579 são para cereais como o milho (303 mil e 669), massango (51 mil e 120) e massambala (62 mil e 790).
A atividade antevê fazer a colheita ainda de 26 mil e 214 toneladas de feijão, 32 mil e 405 de batata-rena, 20 mil e 648 de batata-doce, três mil e 248 de mandioca, cinco mil e 606 de hortícolas, 585 de amendoim, 506 de cucurbitáceas, cinco mil e 606 de hortícolas, mil e 326 de fruteiras e 40 toneladas de trigo.
Das famílias envolvidas, pelo menos 219 mil e 800, residentes em 876 aldeias, das duas mil e 758 existentes recebem apoios de in puts agrícolas do gabinete provincial da Agricultura na Huíla e de organizações não governamentais. As famílias estão inseridas em 835 associações e 224 cooperativas.
Ao falar hoje, quinta-feira, na comuna de Galangue, município do Cuvango, no lançamento da Campanha Agrícola 2020-2021, o governador Luís Nunes afirmou que a província tem um potencial agropecuário “peculiar”, resultante das condições climatéricas que propiciam a prática da atividade em todos os municípios.
Declarou que o potencial climatérico da província deve ser bem aproveitado pelos produtores, seja da forma da agricultura familiar, cooperativa ou empresarial, na medida em que as condições mencionadas permitem dar resposta as exigências do mercado, produzindo o que se necessita para o consumo dos grandes centros populacionais.
“O contexto da covid-19, impõe-nos uma especial atenção, o que não é diferente para o sector agrícola, sendo que não devemos cruzar os braços e deixar-se levar pelo impacto da pandemia, mas potenciar cada vez mais os nossos mecanismos de produção, para que o sector como atividade básica, possa desempenhar o seu verdadeiro papel, de alavancar a nossa economia”, considerou.
Referiu que o Cuvango tem maior parte da sua população a dedicar-se à atividade agrícola, tendo em conta a qualidade dos solos e o potencial hídrico.
“Lanço o desafio no sentido de serem alcançados melhores resultados da produção na presente campanha, a fim de garantir a auto sustentabilidade das famílias, e a Huíla tem a obrigação de contribuir para se alcançar esses objectivos, tendo em atenção o grande potencial agrícola que temos”, apelou.
No sector do Capapala, Quilométro 50, (Galangue), onde foi aberta a campanha foram distribuídas sementes de milho, fertilizantes, fruteiras, algumas cabeças de gado bovino para tracção animal, um campo agrícola de 100 hectares já trabalhados com o título de legalização de terra, charruas, entre outros meios para que as famílias tenham o rendimento almejado.
Foram igualmente entregues 20 motorizadas para os serviços superintendidos ao sector da agricultura, no município, a fim de apoiar a mobilidade dos técnicos, monitoria e assistência técnica em zonas de difícil acesso.
A cerimónia do lançamento da Campanha agrícola 2020/2021 foi acompanhada de uma exposição da produção local, com destaque para os produtos do campo.
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Fonte: Angop