Guias turísticos reinventam-se para driblar pandemia - Noticias

Guias turísticos reinventam-se para driblar pandemia

Guias turísticos reinventam-se para driblar pandemia
Lubango - A Associação dos Guias de Turismo e Servidores Artísticos de Angola (AGTSA) está a apostar em acções de formação e inserção dos seus membros em agências de viagem e turismo, para contrapor a escassez de trabalho provocada pela Covid-19.

A AGTSA tem 452 membros, desses só 28 vivem exclusivamente do serviço de guia, outros 59 conciliam com outras ocupações e os restantes têm a formação de guia, estão inscritos na associação, mas não exercem a actividade.

A informação foi avançada à ANGOP hoje, quinta-feira, no Lubango, pelo presidente do conselho executivo da Associação, Carlos Bumba, declarando que mais de 40 guias foram agregados a agências de viagens, nesse esforço empreendido.

A medida, segundo a fonte, está a permitir que os guias tenham um contrato semi-permanente e não estejam totalmente parados por conta das restrições provocadas pela Covid-19.

Declarou que com as formações e acções de refrescamento ministradas pela organização muitos jovens desempregados aparecem para participar, desde estudantes do ensino médio ao superior, formados em turismo.

Realçou que o guia é o primeiro anfitrião do turista, o “guardião” das crenças, garante da estabilidade e integridade turística de um povo, mas no momento estão somente a trabalhar com os moto-guias, guias culturais e do turismo urbano, pois os outros não têm procura.

Carlos Bumba manifestou que a profissão ainda é pouco valorizada por falta de políticas para o sector, pois dos poucos decretos existentes no turismo não há um sobre a actividade do guia.

Disse que as limitações impostas pela pandemia causa mais dificuldades à actividade do guia, pois as províncias, com excepção da capital, não têm mercado local e o turista ou hóspede é proveniente maioritariamente de Luanda.

A título de exemplo, destacou que um guia de turismo baseado no Lubango, nessa fase de pandemia, está sem trabalho há mais de dois anos, e que, mesmo os de Luanda, apesar do ressurgir do turismo local, não têm sido opção dos turistas contratar os seus serviços.

Para a fonte, há necessidade de os decretos sobre a Situação de Calamidade Pública estarem mais voltados para a economia nacional e à realidade local, para se conseguir solucionar a situação do turismo e dos guias, em particular.

A Associação dos Guias de Turismo e Servidores Artísticos de Angola foi criada no Lubango em 2010, como Comissão Municipal dos Guias de Turismo. Em 2014, tornou-se uma associação de âmbito regional sul e, em 2016, passou para a abrangência nacional.

Fonte:Angop

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2 de Novembro

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